Acidose Ruminal no Rebanho? Veja o estudo de caso Sítio São José

Entenda como o Sr. José Renato de Lima resolveu os problemas de acidose no rebanho de vacas leiteiras.

    José é proprietário do Sítio São José e produtor de leite a mais de 20 anos. Sua propriedade fica em Cerqueira César / SP e ele tem atualmente 90 Vacas em Lactação, com média de produção de 31 litros de leite/vaca/dia. 

    O gado é alimentado com silagem de milho e silagem de capim, além da ração, que compõem a dieta das vacas. As silagens são produzidas na própria propriedade com uma expectativa de produção de 2.000 toneladas/ano. 

    Seu José enfrentou problemas com acidose nas vacas em lactação por um longo período. Todo mês, uma % considerável de vacas apresentava sinais de acidose ruminal, comprometendo a produção de leite. Animais que demandavam manejo intenso para tratamento da doença, secagem abrupta das vacas, perdas embrionárias e mortalidade. Tudo isso impactando diretamente na produção e rentabilidade da propriedade.

“Com a acidose, acabava o leite, eu tinha que secar essa vaca e esperar a próxima lactação. Pior que isso o manejo de ter que furar vaca, vaca em timpanismo, tratamento, soro, chegamos a perder alguns animais, animal reabsorver”

Sr. José Renato de Lima – Sítio São José

  Um dos maiores desafios ligados à nutrição é o de atender à todas as necessidades nutricionais e energéticas das vacas de alta produção, mantendo a saúde ruminal. Através do melhoramento genético e manejo intensivo para aumentar a produção de leite, as dietas das vacas precisam ser cada vez mais ricas em energia para atender as necessidades e alcançar altos níveis de produção animal. 

    Dietas ricas em energia são dietas ricas em grãos, que fornecem carboidratos de rápida fermentação para utilização pelas bactérias ruminais e pelo animal. Essas dietas ricas em carboidratos não fibrosos, quando em desequilíbrio com o fornecimento ideal de fibra fisicamente efetiva, abaixam o pH ruminal de forma drástica, comprometendo o equilíbrio dos microrganismos ruminais, a digestão e absorção dos nutrientes. Dessa forma, tem-se um comprometimento da saúde ruminal e consequentemente da saúde da vaca.

    Esse distúrbio fermentativo que ocorre no rúmen caracteriza a acidose ruminal, que pode acontecer em duas formas clínicas: 

  •            Acidose aguda: acúmulo de ácido lático no rúmen, com valores de pH ruminal < 5,0.
  •            Acidose Subaguda: caracterizada por um pH ruminal <5,6 por mais de 3 h (Plaizier et al., 2008) ou pH <5,8 por mais de 5,2 h (Zebeli et al., 2008). 

    Na acidose aguda, os sintomas são mais evidentes e aparecem nas primeiras horas após ingestão do alimento rico em carboidrato não fibroso. O animal pode apresentar perda de apetite, diarreia, desidratação, norexia, apatia, timpanismo, morte. 

    Na acidose subaguda, os sintomas são mais brandos e percebidos com o decorrer da produção dos animais. Pode ocorrer perda na produção, depressão da gordura do leite, abscessos hepáticos laminites, baixos índices reprodutivos, diminuição dos movimentos ruminais. Nesse caso os prejuízos são maiores devido aos sintomas não serem tão perceptíveis, o que pode levar um tempo para o diagnostico e correção do problema. 

    O gráfico abaixo mostra que a redução da produção de leite das vacas com acidose começa antes (aproximadamente 6 dias) da apresentação de sintomas clínicos pelas vacas. Essa redução de produção se estende por toda a lactação quando o problema não é detectado e resolvido.

   Antanaitis et al. (2015)

 Boas práticas para prevenção de acidose:

    – Trabalhar com uma dieta segura para as vacas, equilibrando de forma ideal a quantidade de carboidratos não fibrosos e fibra fisicamente efetiva. 

    – Se as vacas recebem concentrado separado do volumoso, parcelar o fornecimento para que a queda do pH não seja acentuada e não se altere o ambiente ruminal. 

    – Combinar fontes diferentes de carboidratos de rápida, média e longa degradação. 

    – Utilizar aditivos ajuda as vacas na mantença de um pH aceitável e manutenção saudável da microbiota ruminal. Alguns aditivos como: Leveduras, tamponantes e ionóforos auxiliam no funcionamento adequado do rúmen.

  Há 2 anos atrás seu José obteve apoio da Kera na análise, diagnóstico e nas ações para melhorar as dietas e saúde das vacas. Foi feito um acompanhamento de perto pela nossa equipe, com ajustes nas dietas e inserção de minerais balanceados e com aditivos importantes para ajudar na saúde ruminal e geral das vacas. Além disso, foram feitos ajustes no processamento da silagem, aumentando o fornecimento de fibra fisicamente efetiva na dieta e a inserção de uma segunda fonte de volumoso. 

Em pouco tempo, os resultados já foram visíveis, com diminuição de vacas doentes e aumento da produção de leite. Hoje seu José trabalha com mais tranquilidade, sem a preocupação de tratar vacas doentes.  O quadro atual é de alta produção de leite, com aumento na gordura do leite, NU estabilizado, e a reprodução ajustada com quase 100% das vacas aptas, prenhas.

“O pessoal da Kera veio, fez um levantamento, o que poderia estar levando a esse quadro, me ajudar a encontrar o problema. Acima disso, começamos um trabalho de nutrição junto a Kera e daí pra frente o leite começou a aumentar e os problemas foram diminuindo. Não tenho mais vaca com acidose, problema metabólico, não preciso mais furar vaca, o gado mantém o leite com pico alto de lactação.

Sr. José Renato de Lima – Sítio São José

“As vacas estão saudáveis, com fezes boas, hoje vejo saúde nas vacas e tenho paz para trabalhar. Estou muito satisfeito”.

Sr. José Renato de Lima – Sítio São José

Abaixo deixamos também o feedback em áudio do Sr. José Renato de Lima – Sítio São José:

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